Hugo Incrível Cabret
Sempre achei que os filmes deveriam ser apaixonantes não por querermos viver aquelas histórias, mas sim que, por meio delas, pudéssemos – de alguma forma – dar mais valor a nossa e assim querermos vivê-las com mais intensidade. Alguns filmes me dão essa reação de uma forma incrível e inexplicável. Dois exemplos: Juno e O Curioso Caso de Benjamin Button. Agora, posso adicionar mais uma película a essa lista: A Invenção de Hugo Cabret.
Martin Scorsese é o tipo de diretor de cinema que merece um beijo forte na bochecha. Que capacidade de dar reviravoltas! A escolha dos atores foi essencial. Impossível não se apaixonar por Chloë Grace Moretz (Isabelle) e Asa Butterfield (Hugo). Não consigo esquecer os sorrisos dessas crianças. Tomara que eu não esqueça jamais.
O filme me fez lembrar das coisas boas da vida, das pessoas que se aproximam por acaso e permanecem sem acaso nenhum. Fez lembrar-me o quanto a vida é única e merece nosso esforço para fazermos dela um sonho. Lembrei-me do quanto acredito no ser humano, mesmo vendo diariamente tanta crueldade por parte da humanidade. Ainda existem pessoas de bem! Ainda existem pessoas com bons propósitos!
E é isso. Ninguém está no mundo à toa e cada um tem seu propósito. E como Hugo disse: ”Perder o seu propósito é como estar quebrado”. Quebrados, não funcionamos. E sem funcionar, não somos felizes e não melhoramos o mundo para os futuros propósitos.
Publicado em 26/02/2012, em Crítica, Filmes e marcado como Asa, Asa Butterfield, Butterfield, cabret, Chloë, Chloë Grace Moretz, Chloë Moretz, hugo, hugo cabret, Martin, Martin Scorsese, Moretz, oscar 2012, Scorsese. Adicione o link aos favoritos. 1 Comentário.

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